Quando regressei a Portugal, no ano letivo 2008/2009 e entrei pela primeira vez na escola, fiquei espontaneamente chocado. Estava habituado a espaços escolares relvados, exteriores ao edificio escolar mas dentro dos muos da escola. Aquilo pareceu-me o regresso à idade da pedra, porque o chão da escola, realmente, era e continua a ser, todo ele, de pedra, ou brita, solta e com buracos. Em tempos, parece que já foi alcatrão. Vítimas? muitas. Tenho uma razoável coleção de fotos e testemunhos. De alunos e professores. As últimas, há poucos dias. Ambas tiveram que pedir baixa médica. Habituei-me a ver alunos a caminhar para o Centro de Saúde. Outro choque violento: na minha DT tinha duas alunas de etnia cigana. Cerca de duas semanas depois do inicio das aulas começaram a faltar e nunca mais regressaram. Tentei saber das razões. Estavam já prometidas em casamento. Tinham as duas 12 anos. Iam casar. Ainda perguntei se a pedofilia era agora permitida em Portugal. Não sei se é. Tenho visto tantas coisas. Na altura foi.
Depois, comecei a ouvir muito a palavra “inclusão ” e lembrei-me do Eça, em “a cidade e as serras”. Dizia o Zé Fernandes “enfim, a península, a barbárie.”
