o regresso (parte 2) a escola das siglas.

Alguma coisa tinha de estar errado e eu até cheguei a achar piada a muitas siglas, na minha juventude. Mas não, agora não. Aquilo foi um tormento. Eu estava numa reunião, e havia muitas, e sentia-me fora dela, um ignorante. Eu precisava de um curso intensivo de siglas. Eram muitas dezenas, hoje são pelo menos, 140. Algumas assustavam-me porque, não só não entendia as siglas como desconhecia o seu verdadeiro conteúdo. PCT, o que era aquilo? CEI, o que é isso? PCA, PRA, REPA, RIPA, AEC, ACND, CIA, CPCJ, EE, EA, NAC, NEE, PCA, PEE, PEI, PPA, RTP, TEIP, e dezenas de outras. Os colegas foram muito simpáticos e devo-lhes muito. Aguns “gozavam” e diziam “tenho de voltar à minha ilha”. E voltei. Mas o senhor Sócrates até no estrangeiro lançou a praga, muitas pragas, não havia muito para onde fugir. Mas este ambiente, tipo sociedade secreta protegida pelo muro das siglas, deixou-me doente. E alguém tinha de estar doente. Aquilo era, ainda é, sintoma de uma, ou muitas doenças para as quais nenhum cirurgião possuia bisturi afiado para atacar tamanho furúnculo.

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