Nem tudo é lícito por razões de economia.

ADD. Parte 2

Ainda não descobriram grelhas de excel para medir a falta de ética. Nem para medir a estupidez e a falta de vergonha para quem engendrou esta geringonça para aferir o mérito ou o demérito da vítima na balança da avaliação. Michael Sandel em “A tirania do mérito” deixa bem claro a problemática e o argumento do mérito tão bajulado por quem está incumbido de algum tipo de poder, sim, preferencialmente nas escolas, mas não só. 

“…o que chamamos de mérito é o resultado de um longo argumento ideológico, que é projetado para “lavar” uma distribuição ofensiva da vantagem — com o objetivo de disfarçar privilégios e fazer coisas que estão erradas parecerem certas.” 

E diz mais, muito mais. 

“Na verdade, a meritocracia leva pessoas normalmente decentes, que se comportam como as pessoas geralmente se comportam, a produzir consequências muito ruins.”

Dia 10 de junho, na cidade da Régua, pedi ao senhor Primeiro Ministro para recomendar a leitura de um livro ao seu homónimo Costa, mas João. E aceitou e levou a cartolina, que as tvs não quiseram mostrar. Preferiram os outros. “Injustiças e abusos no ensino em Portugal” de Victor Correia.

Hoje, recomendo a todos os poderosos, dentro e fora da escola, (leitura obrigatória) “A tirania do mérito” M. Sandel.

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