Parece que está prevista uma revisão nos percentis para decidir o total de menções com mérito. Ora com arredondamentos para baixo, ora com arredondamentos para cima. No final, saímos sempre a perder.
E já se perderam muitas horas a discutir o assunto e muita energia inútil. Mas, trabalho inútil é fértil nas escolas, nas escolas modernas, muito digitais mas com poucos computadores depois de terem gasto 700 mil euros do PRR. Mais inútil ainda, porque irrita estarem a discutir um assunto sobre o qual não pode haver discussão. Não, não pode. Maquilhem o boneco como quiserem, mas não pode. A ADD é uma manta podre e mal cheirosa sobre a qual não se podem fazer remendos. Discutir se em 100 professores há meia dúzia ou uma dúzia com menções de mérito é esquecer que os outros 80 ou 90 estão a ser discriminados. Até chega a parecer que em Lisboa preferem maus professores a bons professores porque ostracizam os que lutaram e lutam todos os dias para exercerem na sala de aula um trabalho de qualidade. Os professores portugueses são, esmagadoramente, professores competentes. E continua a irritar porque todo o fundamento da avaliação de um professor é uma mentira que conspurca todo o edifício da educação.
Ontem, dizia o senhor ministro “mas há uma mensagem, ser professor é muito bom … e não há nada melhor do que viver a vida inteira rodeado de jovens … e a aprender com aqueles com quem trabalha”.
Obrigado senhor ministro. Obrigado pela consideração. Olhe senhor ministro, sempre adorei a escola e por isso optei pela profissão. Mas não da sua escola. Não da sua imposição de escola à nossa revelia. A sua escola é uma escola cheia de promessas falsas para os alunos. Pode ir pregar para outra freguesia porque já não consegue enganar ninguém.
