Jersey. É das escolas e dos professores desta ilha que costumo falar. É na europa, logo ali, colada a França e Inglaterra. Faz parte do UK. Estão em luta. Greve de um dia. 90% das escolas fecharam. Pedem aumentos salariais de 15.4%. Fiz as contas. O aumento exigido é de 900 libras, muito superior ao nosso salário mínimo, ganhando, em média, cerca de 5 ou 6 mil libras. Arrepiante, não é? Arrepiante, quando em Portugal, com governos de sacristia, que adoram distribuir migalhas, caridadezinha. Ai Nietzsche, fazes cá tanta falta para falar na vontade de domínio.
A vida é cara em Jersey? Sim, confirmo, mas talvez não tão cara como em Lisboa e outros pontos do país.
O que é que se passa connosco, nós, professores? O que é que se passa para sentirmos vergonha, medo, receio, preconceito em fechar escolas e exigir um salário digno numa escola digna? Não fomos só nós que perdemos a dignidade, as escolas também.
Este ministro, João Costa, e todos quantos obedecem cegamente às suas diretrizes, não merecem o nosso respeito!

