A democracia na escola ou a falta dela

(parte 1)

(Este é um tema suscetível de provocar algumas azias. Aconselha-se moderação. )

Durante e depois do governo Sócrates e da sua Ministra da Educação, o ataque cerrado à escola democrática foi imparável. Nunca ninguém entendeu ou soube explicar a origem de tanto ódio aos professores. Nós queixamo-nos que outros países, isto e aquilo, já ultrapassaram Portugal. Mas qual é o espanto com políticos a vomitar ódio cada vez que abrem a boca para falar de escola ou de professores? 

“Antes de um aluno ter abandonado a escola foi abandonado pelo professor.” Ou “perdi os professores, mas ganhei os pais e a população.” A sua ação política poderia resumir-se assim:

 “O sistema educativo não funciona; a culpa é dos professores; o castigo será a avaliação!” O seu sec. de estado, Valter Lemos, “vocês estão a dar ouvidos a esses professorzecos” dizia ele no parlamento. Ou Margarida Moreira, lá do Norte, “Os professores são arruaceiros, cobardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!”.

Agora vomitam mentiras, vai dar ao mesmo, é outro tipo de ódio. Querem que fiquemos de braços cruzados, calados e subservientes? Quem utiliza este tipo de linguagem, o que é que pode esperar? Isto não é mais ofensivo que os cartazes da Régua? Os professores pedem RESPEITO! não têm razão? Como é que têm coragem de pedir paz nas escolas se não param de bombardear a dignidade dos professores? É esta gente que diz construir um Portugal e uma escola inclusiva e melhor para todos?

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