(parte 1)
Sim, é isso, ações de formação. Percebo pouco desse negócio mas sei que é obrigatório, pelo menos 50 horas entre cada escalão, para poder progredir. Há escolas, as tais mais papistas que o papa, que obrigam até 100 ou 120, ou o raio que parta, se queremos ter 10 pontos nesse parâmetro de avaliação. É uma humilhação. Humilhação para o formador e para o formando. O formador porque pode estar a receber formação de quem entende muito menos do assunto do que ele. Mas tem de se calar bem caladinho e é tratado tal e qual como os alunos que deixou há poucos minutos duma turma. Porque a avaliação do formador conta. Um doutorado ou mestrado, pré bolonha, pode receber formação de alguém muito menos competente do que ele. Ridículo! E algumas ações são bem mais ao jeito da propaganda da cartilha do senhor ministro do que formação pedagógica. Humilhante para um formando porque está a receber formação compulsivamente e como se os 4 ou 5 anos de frequência na universidade, mais os dois de estágio pedagógico fosse ministrado por gente acéfala e agora há que resolver esse problema. Formação que, na maioria dos casos, nem adianta nem atrasa o seu desempenho profissional. E tudo pós laboral. Chegas a casa, cansado, e agora senta o rabo mais três horas frente ao monitor. Ou, chegaste à escola às 8.30h, acabaste as aulas, mas não te vás embora porque tens de te sentar nos mesmos bancos onde antes estiveram sentados os teus alunos. Se a escola fosse um restaurante e mostrasse esta ementa aos seus clientes, eu repudiava e dava-me tais voltas ao estômago que não punha lá os pés dentro.
Ah, mas não há nada perfeito. Pois não há, ainda bem que não, mas também não há nada que tenha de ser tão medíocre. E vale tudo, come e cala.
