26 de julho de 2023
Não estava previsto, mas aconteceu escrever hoje este texto.Coversava com uma amiga minha a quem reconheço uma enorme sensibilidade e inteligência em todas as questões da escola e da vida. E dizia-me que nem tudo é mau na escola. Eu concordo, nem tudo é mau. Só que cada vez tenho mais dificuldade em encontrar o que é realmente bom.
Se alguém ainda não percebeu, eu não escrevo sobre a minha escola ou sobre o quintal onde trabalho. Eu escrevo da perspetiva que tenho da escola em Portugal e no estrangeiro, de acordo com a minha experiência, das muitas pessoas com quem falo e da realidade e transformação que a escola atual sofreu. Esteja eu certo ou errado. Não podemos é negar que é no confronto de ideias que se constrói o progresso.
Vamos então ao melhor da escola. Sim, confirma-se: o melhor do mundo são as crianças. Da escola também. Mesmo aquelas que nos fazem criar cabelos brancos. Não conheço colegas que não gostem de trabalhar com crianças, alunos. Pessolmente, é do que mais gosto na escola. Colegas de trabalho é também do melhor que a escola tem, desde que não tenhamos a ilusão que temos de gostar de todos ou que todos têm de gostar de nós. Quem me conhece, sabe que falo verdade. Tenho conhecido muitos colegas do melhor que a natureza pode poduzir. Mas temos mais. Ensinar. Acho maravilhoso a interação com os alunos. Ouvi-los. Tentar responder às suas preocupações e angústias e ter consciência da nossa responsabilidade no futuro de todos os alunos. Um desafio de que sentirei sempre saudades.
Desculpem se desiludi alguém, mas na escola atual, não encontro muito mais coisas boas. O resto… o resto tenho eu deixado escrito todos os dias neste e noutros espaços. Porque só falo de escola e de escola, quem sabe é o professor.
