A cumplicidade silenciosa

Durante este ano letivo que agora se aproxima do fim, foi este o papel desempenhado por muitos Diretores de Escolas e Agrupamentos, por muitos Conselhos Gerais e também alguns Professores. A cumplicidade silenciosa. 

A luta de professores, a nossa luta, nunca foi nem poderá ser uma luta política ou uma luta de sindicatos. Foi e terá de ser sempre uma luta de professores, sem ambições além daquelas que estão circunscritas ao dominio da escola e da dignificação dos professores e do ensino público. Não queremos despromover diretores, não queremos depor governos e não queremos maltratar ninguém, por mais que o senhor ministro se finja de vítima. Quando falámos na demissão do ministro da educação não foi sem razão que o fizemos porque, ao contrário do que tentou passar para a opinião pública, ele fechou todas as portas aos professores numa simulação hipócrita de diálogo e negociação. E quando apelámos à demissão de diretores também não foi sem razão que o fazemos porque, são professores, são ou serão vítimas como nós e, acima de tudo, seriam a arma mais poderosa para devolver à escola, mais respeito, mais justiça, mais dignidade e mais qualidade. Não é por acaso que as últimas sondagens de alguns jornais dão 68% da opinião pública no apoio aos professores e contra a política de educação deste senhor ministro.

As férias estão à porta, mas não contem com a nossa desistência porque, se desistirmos não são só os professores ou alunos que perdem. É todo o país, mais cedo ou mais tarde.

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