As escolas e as agências de rating

Que pena que a escola não seja uma agência de rating. Uma qualquer. Poderia ser uma daquelas que cobram menos e deixam fazer pagamentos faseados. Alguma vez o estado português entrou em incumprimento com essa gente? Não. Nem no tempo das várias troikas que já aterraram na Portela ou no Humberto Delgado desde 1980. Os portugueses sempre foram bons a dar porrada nos fracos e nos pobres e a vergarem a espinha diante dos ricos e poderosos. É o que têm feito os senhores Costas com os professores. Porrada. Porrada e maus tratos. Os professores, de boa fé, foram credores de 6 anos, 6 meses e 23 dias de trabalho para, dizem eles, não entrarmos em falência. Agora que estão com os cofres cheios, (o ministro das finanças é que disse) não querem pagar o que devem aos professores. Nós, que não somos agências de rating, também aceitávamos faseado. Se fôssemos uma agência de rating já tinham vergado o cabedal.

O Presidente da República, talvez com um pouco mais de sentido de vergonha e humanidade, vetou e pediu um pouco mais de respeito pelos professores. Pode ter sido tudo a brincar mas, mesmo assim, foi um valente puxão de orelhas ao senhor ministro da educação. Tipo, ó pá, paga lá o que deves aos professores e deixa-te de lérias.

Mas, a herança histórica é muito pesada e enquanto não a exorcisarmos não podemos esperar muito de bom ou de melhor para o nosso país. Seja na educação, seja onde for.

P.S. Imaginem que o patriarcado português era o ministério da educação.
Para as jornadas em Lisboa, não faltam milhões. Para idemnizar as vítimas de pedofilia…se fossem agências de rating também vergavam a espinha. Azar. São só vitimas.

PS.2. “Paises exemplos de liderança na educação” conseguiram “porque escolheram os mehores e lhes pagaram”.

(Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa)

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