Conselho de Ministros e Conselhos Pedagógicos.

Provem o contrário e ficarei feliz. Muitos ficarão mais felizes.

O funcionamento do último Conselho de Ministros não terá sido muito diferente do funcionamento dos Conselhos Pedagógicos das escolas. Tomam-se decisões que já estavam tomadas. É o que acontece na esmagadora maioria das escolas.

No último Conselho de Ministros não acredito que tenha sido diferente. O Primeiro Ministro ou o Ministro das Finanças decidiu e é tudo aprovado em coro como se tivesse sido pensado, refletido, discutido e decidido por todos. Decidiram uma alteração do diploma vetado pelo Presidente da República em cerca de 24 horas. Quer dizer, andaram o ano letivo todo em negociações com os sindicatos e o que decidiram foi tudo ou quase tudo à nossa revelia. Nunca apresentaram nada de novo e sempre irredutíveis às sugestões dos professores. De repente, entra em cena o Senhor Presidente, veta, e em poucas horas surgem alterações decididas em Conselho de Ministros. Só acredita quem quer. Mas não pode ser assim que se tratam assuntos sérios em democracia, como são os da educação. 

“Não podemos dar um passo maior que a perna” é o grande argumento do Primeiro Ministro que só tem pernas e passos longos para o que muito bem lhe interessa. Gostaria muito e ganharíamos todos se esse Conselho de Ministros conseguisse apresentar, com base em estudos realizados, das vantagens em oferecer computadores e manuais aos alunos e não às escolas. Porque, se o tivesse feito, afirmo, os muitos milhões poupados, e com retorno garantido, daria para pagar a muitos professores, a muitos psicólogos, a muitos assistentes operacionais nas escolas, a muitos médicos ou a muitos enfermeiros. Fico perplexo, quando verifico que tudo isto é aceite pacificamente.

PS. Deixo um grande elogio ao bem conhecido jornalista Luis Delgado que ontem na SICnoticias, juntamente com o o professor Alberto Veronesi tão bem souberam defender a escola pública. 

2 opiniões sobre “Conselho de Ministros e Conselhos Pedagógicos.

  1. Nas provas de aferição do 8º ano os “meninos bem” compareceram com computadores XPTO e com internet própria. Os outros alunos utilizaram o computador pindérico do kit informático generosamente oferecido pelo ME. A ligação à internet foi uma aventura. Concluir a prova foi tarefa difícil. (Alguns alunos nem concluíram)!
    Será isto igualdade de oportunidades?

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    1. E por que razão, se há até computadores a mais que encarregados de educação recusam receber, não estão as escolas com salas equipadas e preparadas com os computadores montados? Ou eu tenho défice de neurónios ou alguém os tem em excesso.

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