Plenário de delegados e dirigentes sindicais em Lisboa

Foi ontem à tarde. Éramos muitos e todos me pareceram convictos e empenhados nas lutas que se impõem no horizonte. Se queremos vencer, não podemos desistir. As razões do nosso desassossego, não adianta relembrá-las, porque todos as sabemos. Estaremos todos à altura deste desafio?

Relembro só uma curiosidade e o desafio já não é connosco. Porque desafio o senhor ministro, muitos dos seus fiéis lacaios e muitos meninos da comunicação social para umas conversinhas interessantes. Sei que não vai acontecer, mas é pena, eu nao desistia. Afinal, quem não deve não teme. 

Sabiam que em agosto de 2023 o meu salário, descontando o subsídio de alimentação, foi superior em cerca de 45 euros que em igual mês de 2011? E sabiam que, entretanto, já progredi dois escalões na carreira profissional? Se não acreditam eu estou disponível para colocar os recibos frente a todas as câmaras de TV. E há colegas meus com razões mais fortes. Efeitos dos congelamentos? Sim, mas não só. Acredito que seja mais uma consequência das estúpidas políticas de educação e da monstruosa falta de respeito por quem trabalha e dá o seu melhor pela educação pública e pelo progresso do país. Acreditam no progresso sem educação de qualidade? 

Pensem nisso e pensem também nas reais razões da nossa cauda na europa. Isto é muito sério, não estamos a brincar às educaçoezinhas e aos perfis dos alunos à saída da escolaridade obrigatória ou das aprendizagens essenciais. Outras curiosidades, ficam para depois. 

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