A ÉTICA DE HAMURABI

Há momentos na vida em que não podemos ficar indiferentes à verdade e a História é a grande ciência da verdade humana. Se com ela estamos mal, sem ela estaríamos condenados à desumanidade. Sou um apaixonado pelo estudo dos campos de concentração nazis das décadas de 30 e 40 do século passado e já visitei bastantes. Gaza transformou-se num enorme campo de extermínio ao vivo desde o dia 14 de maio de 1948, data da fundação do estado de Israel. Hoje, este país está para os palestinianos como os nazis estiveram para os judeus. A questão inquietante é saber das razões que levam um povo, o povo judeu, a praticarem a mesma barbárie de que têm sido vítimas há tantos séculos. 

Se recuarmos 40 séculos atrás,  vamos encontrar o mesmo código ético que tem sido aplicado, mais de 4 mil anos depois, pelos Israelitas. O Código de Hamurabi. Aquele que fundou os valores éticos do antigo testamento. Olho por olho, dente por dente. (Levítico 24:20) Também citado em Mateus 5:38.

Jesus Cristo foi dos primeiros combatentes desta desumanidade e introduziu um espírito novo. Se te baterem numa face, oferece-lhe a outra. Não que estivesse totalmente certo porque também não se pode aplicar nas actuais sociedades. Mas era humano. Introduziu uma ética humana que os judeus se recusam aplicar dois mil anos depois. E não só os judeus. A ONU, a  União Europeia, os Estados Unidos, todo o ocidente que se diz civilizado. Oferecem armas em vez de opções de paz. E mentem e omitem a verdade Histórica. O Estado Palestiniano foi ocupado contra a sua vontade pelo Estado Israelita. O Estado Palestiniano foi invadido, tal como a Ucrânia foi invadida. Israel está para a Palestina, como a Rússia de Putin está para a Ucrânia. Temos o dever de não defender ditaduras e fascismos. Israel transformou-se num estado com caracteristicas fascistas. O líder israelita é de extrema direita.

Defendo os atos agora praticados pelos palestinianos? Não, não defendo. Foi desumano. Defendo o estado judeu? Também não. Mas tenho pena de não os conseguir defender. Afinal, foram e são eles a causa da minha paixão pelo estudo dos campos de extermínio onde o sofrimento humano foi levado ao limite. O mesmo sofrimento humano que há 50 anos têm infligido aos palestinianos.

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