IRS e IP3 e outras jogadas habituais

IRS e IP3 e outras aldrabices habituais.

O Diário de Notícias tem prestado um grandioso serviço aos principais agentes deste governo. Publicou ontem um texto com o seguinte título: “Governo teve poucas dúvidas em baixar IRS da classe média em vez de ceder aos professores”.

Fiquei mais descansado porque é sempre mais fácil culpar a classe média do que este governo. O alvo da nossa ira vai agora estar focado na classe média. Se não fossem esses pedinchões,  os professores já iriam receber o que o estado caloteiro mantém em dívida. 

Parece que para este governo os professores e a Educação são uma espécie de faixa de gaza dos serviços públicos em Portugal. Qualquer dia o Ministro das Finanças e o senhor Primeiro Ministro ainda nos vão chamar de terroristas. A linguagem usada já é prova disso mesmo. Utilizaram um verbo já equipado com farda militar e tudo. Ceder. Parece que se trata de uma questão de birra dos professores a pedir ao papazinho que querem o chupa-chupa ali da prateleira onde se alimentam todos aqueles que vivem à custa da pobreza dos outros. Este governo não quer entender que o que está em causa é o verdadeiro interesse nacional e prefere continuar a manipular a cabeça dos portugueses. Vamos ter uma classe média rica, em vez de enriquecer aqueles malandros dos professores.

Já utilizou a mesma estratégia quando ameaçou demitir-se e, ou pagava o que devia aos professores ou construia o famoso IP3. Claramente, nem uma coisa nem outra. O IP3 lá continua, desde os tempos do senhor Cavaco, moribundo e assassino. 

No entanto, desta vez o senhor Medina e o senhor Costa revelaram fraca imaginação. Sempre poderiam dizer que, ou pagamos o que devemos aos professores ou construimos o novo aeroporto. Ou, coiso e tal, não tínhamos construído a ponte Vasco da Gama ou não tínhamos construído a Basílica da Estrela ou o Cristo Rei. Coisas mais vistosas.

Deixe um comentário