Apesar da tragédia de Gaza e do descalabro na fé dos valores humanos, não podemos fazer o papel de espetadores e continuar a aceitar tudo o que se passa dentro de casa. Mesmo que a fé dentro das nossas fronteiras já tenha conhecido dias melhores. Desistir é que não, desistir, nunca. Os professores não se vão calar e não se calarão, porque conhecem muito bem o peso da responsabilidade na Educação de um país. Bom seria que essa responsabilidade fosse também partilhada por todos os portugueses.
As actuais e principais preocupações do Primeiro Ministro no universo da Educação são os telemóveis e os manuais digitais. Foi ele que o disse há poucos dias no Town Hall. O resto, vivemos todos no mundo maravilhoso da Educacao e das escolas modelo. Habituado a oferecer migalhas e dar com uma mão o que tira com outra, oferece vinculações dinâmicas que deixam milhares de professores em lágrimas; oferece aceleradores de carreira em que o melhor que consegue é fazer crescer a raiva a quem ainda tem coração e alma para todos os dias trabalhar com dezenas ou centenas de crianças dentro de uma sala de aula.
Oferece agora um subsídio de habitação aos professores, se estiverem colocados a mais de 70 kms de casa. Para o receber, precisam demonstrar e provar que são pobres. O salário de mil e cem euros, de um professor em início de carreira, não é suficiente e não serve de prova. Tem de arranjar papelada que demonstre estar a suportar mais de 35% do salário em habitação. Muitos professores já o juraram rejeitar. Pela humilhação e pelo sentido de respeito e dignidade de que nunca abdicaremos.

Quem compara a situação dos professores à situação de quem vive em Gaza é miserável. É mesmo professor?
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Acho que já disse que o senhor Manuel Pereira deve sofrer de uma qualquer disfunção hermeneutica. Ou então, não sei, talvez má fé ou algum trauma que tenha sofrido com algum professor.
Se é mesmo profesdor, gostaria eu muito de saber. Mas não se preocupe.
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