Como é que disse? Desculpe…

Não sou analista politico. Sou professor e com muita honra e orgulho. Foi para isso que estudei e foi uma opção pessoal. É verdade, e com mágoa o confesso: Se as regras em 1985 fossem as de hoje, jamais teria abraçado esta profissão. Por mais que gostasse, não seria professor. 

Não sei como classificar ou compreender a nossa classe de políticos. Abro exceção aos do partido Chega, porque esses, não são políticos, são uma qualquer outra coisa que não interessa agora explicar. Falo daqueles que já foram e dos que são ou ambicionam ser governo. Em 2019, o PSD votou contra o pagamento da dívida que o governo tem com os professores. Em 2023 diz que essa dívida tem de ser paga, embora de maneira faseada. O PS esteve sempre contra, fosse em 2019 ou 2023 ou no século XXV. No entanto, surgiu agora um ex destacado Ministro e deputado do PS, Pedro Nuno Santos, a defender o pagamento dessa dívida, também de forma faseada. 

Um homem fica confuso, muito confuso, mesmo conhecendo as razões dessa confusão. Pedro Nuno Santos, no dia 4 de outubro, votou contra esse pagamento, juntamente com os seus colegas deputados do PS. Na segunda-feira, dia 16 de outubro, doze dias depois de ter votado contra, afirmou numa entrevista à SIC Notícias, que o pagamento dos seis anos aos professores deve e tem de ser pago, também de forma faseada.

Quando é que falava verdade? No dia 4 de outubro ou no dia 16?

E o senhor Montenegro? Se as sondagens o colocassem à frente do PS, também diria e continuaria a dizer que os professores têm razão?

Ou tanta bondade junta… não se deverá ao facto de ambos ambicionarem e lutarem para chegarem a Primeiro Ministro?

Uma conclusão é certa. Ambos os partidos demonstraram saber o mal que já fizeram e continuam a fazer à Educação em Portugal.

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