JÁ SABIAM?

Se as empresas, grandes ou pequenas, dessem formação aos seus trabalhadores  como o Ministério da Educação exige aos seus professores, das duas, uma: ou teríamos as melhores empresas do mundo e com os melhores trabalhadores, ou então já estavam todas fechadas. O que se passa com as exigências na realização de Ações de Formação de professores, ultrapassa o domínio do absurdo e do irracional.

Um professor pode progredir 10 escalões, desde o momento em que entra nos Quadros. Em geral, progride de escalão de 4 em 4 anos se a avaliação obtida for bom ou superior. Em teoria  seriam necessários cerca de 40 anos de trabalho para chegar ao último escalão. O que, de facto, não acontece, porque neste momento, só 15% dos professores atingem esse escalão. Os congelamentos são a principal mas não a única causa, porque há dois escalões que impõem listas de espera.

Para transitar de escalão, um dos muitos parâmetros de avaliação consiste na frequência de Ações de Formação. A lei determina o mínimo de 50 horas de formação entre cada escalão para obter avaliação máxima nesse parâmetro. Por razões inacessíveis a um comum mortal, há escolas que obrigam à frequência de 120 horas de formação. É muita hora depois de um dia de trabalho e uma exigência imposta, muitas vezes desumana e absolutamente desnecessária. 

As Ações de Formação são pagas a quem as orienta e gastam-se muitos, muitos milhões todos os anos. Além disso, na esmagadora maioria dos casos, os professores só as frequentam porque são obrigados e não por necessidade pedagógica. Muitas Ações acabam por não ter qualquer aplicabilidade na sala de aula ou na prática letiva do professor. É mais um esbanjamento do Estado Português. 

Não há dinheiro? Pelo contrário, há muito dinheiro. O que falta é inteligência e gente interessada em saber geri-lo.

Não querem ver professores em greve ou professores a protestar na rua? Impossível. 

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