Acatar ou atacar? Não podemos é calar.

Não tomar uma decisão pode ser mais nocivo do que uma má decisão. E desculpar-se com os outros só agrava a situação. 

Se um pai ou uma mãe não sabe decidir se o filho ou a filha devem ou não consumir muitos doces, pode ser tão ou mais prejudicial do que tomar uma decisão menos acertada. E aqui temos o nosso Ministro da Educação a propósito dos smartphones. 

Este homem, nem parece verdadeiramente homem. Em vez de decidir, não decide e pede conselhos de encomenda, demonstração cabal de muita cobardia. Pediu Serviços Mínimos, que sabia que eram ilegais, mas teve de se defender com um Colégio Arbitral, também de encomenda, com sucesso garantido e que só o Tribunal conseguiu pôr na ordem. 

Pede agora a um Conselho ou Conselheiros de Educação, novamente de encomenda e com sucesso garantido, que tomem partido por aquilo que ele, cobardemente, não consegue decidir sobre a questão dos smartphones nas escolas. Não precisava de pedir conselhos, ou perguntasse aos professores. Por todo o mundo a tendência é proibir ou inibir o seu uso nas escolas. Pois em Portugal, nem carne nem peixe. É o habitual, não saber tomar decisões, temos a balda.

Eu tenho uma explicação e tenho muita pena se este texto não lhe chegar às mãos. Ou talvez chegue, através de alguém que já entrou neste blog para me chamar de verme. (como não faço censura, pode ler-se no texto publicado no dia 14 de outubro)

A explicação, depois de ter lido tantas coisas boas sobre os smartphones dentro das salas de aula só pode ser o que há muito já concluí. 

Estes  cavalheiros e conselheiros, que há muito não devem ter posto os pés nas escolas, só podem vir defender o senhor João Costa por decisões tomadas sobre os computadores portáteis oferecidos ou emprestados aos pais ou alunos, absolutamente erradas e que constituiram uma enormíssima despesa dos dinheiros públicos sem qualquer vantagem para as escolas. 

Gastou centenas de milhões em computadores portáteis, de qualidade rasca. Muitos já não funcionam e muitos alunos e famílias recusaram recebê-los.  Entretanto, as escolas continuam sem computadores para alunos e professores usarem nas salas de aula.

Muitos desses portáteis continuam armazenados e parece que ninguém sabe o que fazer com eles. Provavelmente porque já não funcionam, com as licenças de software e de internet já caducados.

Senhor João Costa, se os smartphones são tão importantes nas apendizagens dos alunos dentro das salas de aula, então, assuma o seu estrondoso e desastroso erro de visão, peça desculpa aos portugueses e diga-lhes que, em vez de portáteis, deveria ter dado ou emprestado smartphones.

Poupava um rio de dinheiro ao país e ficávamos todos servidos e equipados com essa geringonça nas salas e nos intervalos das aulas.

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