90 MINUTOS

O chat gpt não sabe quando é que alunos e professores começaram a ter aulas com duração de 90 minutos. Mas eu sei. Precisamente em inícios dos anos 90, decisão tomada por uma senhora chamada Ana Benavente. Penso que foi o início de alguns experimentalismos, que vieram para ficar. Como é habitual, neste gigantesco país com muitos fusos horários e com muitas nações pelo meio, numas escolas adotaram aulas de 90 minutos, noutras continuaram com 50 e também se introduziu a variante de 45 minutos.

É assim que estamos, mas não deveríamos estar, opinião de professor, mas não só, porque muitos alunos detestam aulas de 90 minutos. E professores também. 

Eu não conheço, e confesso a minha ignorância, nenhum estudo científico que suporte aulas de 90 minutos com alunos de escalões etários entre os 10 e os 15 anos. O chat gpt também não sabe. O que sei é que alunos com 10, 12 ou 13 anos não gostam e não suportam aulas com duração de 90 minutos. E também sei que por esse mundo fora, aulas de 90 minutos são muito raras e só em algumas disciplinas de carater mais prático, tipo fazer experiências em Ciências ou discilinas de artes.

Façam inquéritos nas escolas e verão se não tenho razão. 

Pedagogicamente é desaconselhável e errado, porque alunos destas faixas etárias não estão preparados para tão longos períodos de tempo a executar tarefas sobre o mesmo assunto e no mesmo espaço, sem intervalos. Faltas de atenção e concentração, cansaço físico e psicológico e torna-se menos rentável e produtivo. 

Não sei se seria por acaso que os “antigos”, aqueles que hoje são ministros, pais ou professores, tiveram todos aulas com duração de 50 minutos. Provavelmente, estariam na idade da pedra, muito embora agora estejamos na idade do gelo e a precisar de uma boa deglaciação.

Deixe um comentário