Caiu o governo. Eu não o previa e não serei o único.
Não estou mais feliz por isso, porque não é com demissões que se governa um país. Tal como não é sem professores que se deveria governar uma escola. O ideal seria termos Ministros sérios que soubessem ouvir o povo e ouvir os trabalhadores. Os professores nunca foram ouvidos. Quanto ao resto, que cada um avalie por si.
Nunca pedi ou escrevi sobre a demissão do governo. Quanto ao Ministro da Educação, há muito que o considero um grande mentiroso, manipulador e incompetente. Infelizmente, passou facilmente essas virtudes políticas a muitos diretores e diretoras de escolas. Ainda bem que vai embora, não deixa saudades. O que depois virá, não sei e não sabemos. Entre um mal garantido, prefiro a incerteza do futuro que ninguém pode garantir. E o futuro está nas mãos de cada um de nós.
Pela sua natureza profissional, a preocupação dos professores centra-se na melhor escola e na melhor educação e instrução para os seus alunos. Sem bons professores, sem bons alunos, sem bons Ministros da Educação, todas as ambições de um país melhor, mais desenvolvido e com mais qualidade de vida, morrem antes de ter nascido.
Este Ministro caiu, e ainda bem. Tudo quanto fez foi mau. Tudo quanto fez foi para destruir a qualidade das escolas, a qualidade do ensino, a qualidade dos professores e, não se escandalizem, a qualidade dos alunos. Se me pedirem uma boa medida que tenha tomado para as escolas, não encontro nenhuma.
Sem ilusões, desejo profundamente que possamos ter um futuro com Ministros mais humildes e mais competentes e que saibam ouvir os justos anseios dos trabalhadores.
Todas as profissões são importantes, todos somos importantes, sem exceção. A verdade é que se queremos pertencer a um país com cidadãos mais responsáveis e mais competentes, a um país com menos pobreza e com mais igualdade de oportunidades, jamais o conseguiremos sem escolas públicas de qualidade.
