A informação, mais do que um direito, é um dever. A desinformação anda sempre de mãos dadas com a regressão. E nós, todos queremos o progresso.
As políticas educativas em Portugal têm demonstrado uma irresponsabilidade e uma incompetência que nós não merecemos. Este Ministro, que ainda é Ministro da Educação, tem gerido as escolas e o orçamento da educação, de forma desastrosa. Um enorme e gigantesco desastre! Intolerável.
Se tivéssemos a certeza de que o próximo Ministro da Educação não iria ser igualmente medíocre, diria, abençoada queda do governo. As escolas seriam outras. Os professores seriam outros. Os alunos seriam outros e quem mais ganhava era o país.
Segui com atenção as queixas ontem apresentadas por escolas, pais, alunos e autarcas, desde Braga até Azeitão. Podia muito bem ser, do Minho ao Algarve, não esquecendo a zona centro. É inconcebível e não se compreende como ainda temos em Portugal escolas naquele estado lastimoso. Pela descrição, aquilo não eram escolas. Pelo menos uma delas, já todos tinham concordado que não havia arranjo possível e só mesmo outra de raiz.
Com muito esforço e, considerando que não somos um país reconhecidamente rico e com recursos económicos ilimitados, ainda poderíamos tentar alguma tolerância. Mas, quem conhece a realidade e a incompetência na gestão do dinheiro de todos nós, não pode tolerar, nem muito menos calar a boca. Seria cumplicidade. Vergonhosa cumplicidade.
Os professores sabem, muitos professores sabem como se têm aplicado elevados recursos financeiros em projetos inúteis, fúteis e pedagogicamente reprováveis nas escolas.
Milhares de euros, centenas de milhar, milhões. O projeto UBUNTU é só um, entre muitos. A escola digital é outro e talvez o que mais seriamente destruiu recursos financeiros sem qualquer ou pouco proveito para as escolas. Numa democracia séria, os responsáveis por este desastre digital deveriam ser punidos. Não há outra forma de o dizer.
Computadores novos e já obsoletos e avariados. Negócios estranhos. Alunos sem computador em casa ou na escola e parece que ninguém acredita. Mas em Braga, Azeitão e quantas mais, há escolas com salas de aula onde até os alunos e professores recusam trabalhar porque, simplesmente, é insuportável o cheiro a mofo.
Entretanto, no discurso dos ministros, são rosas, senhor, são rosas.
