Há sangue na escola – a verdade.

A Escola tem cada vez mais muito daquilo que menos precisa – Ausência de respeito.

Alguma vez pensaram nas horas de estudo contidas nas prateleiras de uma farmácia? Milhões de horas e dias de estudo e trabalho intenso para servir o bem-estar de quem lá entra a pedir ajuda para o alívio de muitas dores. Sem respeito, as prateleiras das farmácias estariam vazias.

Não respeitar a Escola é não respeitar a beleza da vida e a saúde humanas. Sem escola respeitada e valorizada não teremos farmácias, ou telemóveis ou televisões… o farmacêutico de amanhã, é o aluno que hoje está sentado nas cadeiras da nossa Escola.

Foi grave, muito grave, uma encarregada de educação usar os jornais e a televisão para publicitar um incidente na escola com o seu educando. Só não sabe destas coisas quem não faz a mais pequena ideia das dinâmicas desenvolvidas dentro de uma escola. Expor um indivíduo com 10 ou 11 anos na praça pública, com ou sem razão, é sempre mau, muito mau. 

Não foram menos graves as declarações desta encarregada de educação que ofenderam e continuam a ofender toda a comunidade escolar. Esta Senhora declarou e afirmou que a escola estava informada desde o início do ano letivo que o seu educando sofria de espetro de autismo e os títulos dos jornais confirmam-no: “professor terá agredido aluno autista de 10 anos numa escola em Leiria – e ninguém fez nada. ” 

É falso. Esta encarregada de educação não falou verdade e sabia que estava a faltar à verdade.

Não existe, nem nunca existiu, nenhuma prova de que o aluno fosse autista. A única informação disponibilizada por esta encarregada de educação é que o seu educando foi consultado no dia 14/11/2023 em que o médico lhe terá dito que havia a possibilidade de um diagnóstico de perturbação do espectro de autismo – nível 1. Diagnóstico que se encontra ainda por confirmar e só se saberá numa consulta marcada para 20 ou 22 de fevereiro. Nenhum documento pode comprovar as afirmações da senhora encarregada de educação. 

Como se não bastasse, a consulta realizada no dia 14/11/2023 foi precisamente 2 dias antes dos acontecimentos em causa. O único documento conhecido data de 2022 e só confirma e atesta hiperatividade e défice de atenção. Coisas completamente diferentes. Mas não foi isto que a senhora encarregada de educação expôs em praça pública. E também não se mostrou preocupada no que poderia ter acontecido não fosse a corajosa intervenção de um professor.

Cumprimos o nosso dever e não esperamos recompensas ou medalhas. Mas dispensamos a ingratidão e a falta de respeito.

Uma opinião sobre “Há sangue na escola – a verdade.

Deixe um comentário