25 de abril. Cravos.

Cravos.

Muitos cravos.

Se eu fosse cravo

Preferia não ser cravo.

Flor do abril que morreu

Na escola que dele se esqueceu.

Antes planta espinhosa 

Do que flor mentirosa.

Antes flor sem cor

Do que cravo ditador. 

Cravo da esperança 

Cravo magia

Cravo que dança 

No vazio da democracia.

Cravo levantado 

Em festa humilhante

Cravo maltratado

De um abril já distante.

E eu que te direi

Cravo meu amor

Por ti lutarei

Pra que voltes a ter cor.

Cravo melodia

Sem música cantado

Cravo agonia

Agora sepultado.

Ergue a tua voz

Levanta a tua espada

Punho erguido e feroz

Flor de nova alvorada. 

A.O

abril 2025

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