A prostituta

– A democracia é uma gaja boa! Pois é. Vamos comê-la toda! – Dizem e pensam eles.

Como uma  prostituta. Oferece-se a todos, desde que lhe paguem. Aos feios, aos porcos, aos gordos e aos magros, aos imbecis ou aos muito cultos, aos bonitos e de gravata ou aos sujos e de enxada na mão. Todos a podem comer.

A democracia que tem sido servida à mesa é uma prostituta. Aceita tudo e tem gosto em ser comida. Dizem os entendidos que é autofágica. Alimenta a sua autodestruição. Em nome do sistema ou da abolição do sistema.

A linguagem não é muito própria. Por vezes, temos de perder o pudor com a linguagem para compreender o despudor da democracia meretriz e daqueles que dizem que a defendem: Os chulos. Os gregos, fundadores da democracia, já se debatiam com este problema. A retórica e a manipulação em combate feroz com o discurso da verdade. Os oportunistas, os chulos e os xico-espertos não nasceram hoje.

S. Tomás de Aquino e Santo Agostinho já se referiam à prostituição como necessidade social. Mas não é esta prostituição que me preocupa. Preocupa-me a prostituição democrática que deixa entrar o ladrão na sua propriedade.

A nossa democracia está, assim, cheia de ladrões. De portas escancaradas, entraram e entram sem pedir licença. E isentos de passaporte. Bem pior que os imigrantes e os ciganos que eles combatem e gostariam de aniquilar. A democracia-mãe acolhe-os a todos como se se tratasse de filhos pródigos. 

Nenhuma mãe permite que o inimigo se aproxime do berço do seu filho. Uma mãe democrata não é aquela que deixa o seu filho ao abandono. Uma mãe democrata, luta e, se preciso for, usa da violência para defender a vida e a liberdade daquele que deu à luz e viu nascer. 

São os ladrões retóricos que, em nome da verdade manipulada, não olhando a meios para atingir fins, usando e instrumentalizando toda a maquinaria informática e da comunicação, entram no palácio da democracia para, uma vez lá dentro, com todas as armas legais e ilegais, destruírem de raiz os alicerces da nossa liberdade e da paz e tranquilidade a que todos temos direito.

Esta democracia. Prostituta. Porque a todos acolhe sem distinção. Prostituta, porque senta à mesma mesa vigaristas, tresloucados, psicopatas, misóginos ou homens e mulheres de bem. Prostituta, porque não julga e não distingue a bondade da maldade. Prostituta, porque elogia a prostituição como forma de vida e como um direito natural dos Homens. Prostituta. Condena os bons e liberta os maus.

Ou nos enchemos de coragem e nos libertamos desta prostituição ou acabamos todos chulos.

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