Não vamos morrer congelados, mas, em dias frios, quando chego à escola, já sinto a alma a tremer. "Ó stor, aqueça-me as mãos." E às vezes aqueço. Costumo ter sempre as mãos quentes. Alguns alunos trazem luvas, mas não ajuda nada a folhear o caderno e os livros. Também não ajuda nada na escrita, porque … Continuar a ler Desmantelar. parte 3. O que não se pode desmantelar, porque nunca existiu. Faz frio, stor.
Autor: Agostinho Oliveira
O desmantelamento. (parte 2)
Não foram só as salas de aula que foram desmanteladas. É confrangedor entrar na maior parte delas. Apesar de tudo, penso que o maior desmantelamento não terá ocorrido nas salas de aula. É inteiramente verdade que as nossas escolas não apresentam o mínimo de condições físicas e materiais capazes de potenciar competências de tantos alunos … Continuar a ler O desmantelamento. (parte 2)
O desmantelamento
Discutia-se na escola o desmantelamento. Alguém observou que perdemos o que tínhamos, sem ganharmos nada de novo. Se divergimos na economia ou no poder de compra, comparativamente aos países europeus mais desenvolvidos, na Educação temos divergido muito mais. Qual desmantelamento? O desmantelamento das salas de aula. Só para começar, porque desmantelámos muito mais no mundo … Continuar a ler O desmantelamento
BALANÇO. parte 4
O ANALFABETISMO. A minha mãe nunca frequentou a escola e não adquiriu os saberes à saida da escolaridade obrigatória. Também não cumpriu com as aprendizagens essencias criadas pelo atual governo e nunca lhe ofereceram um computador portátil. A minha mãe lia na perfeição e escrevia com uma caligrafia que sempre lhe invejei. No dia 15 … Continuar a ler BALANÇO. parte 4
BALANÇO. parte 3
A inclusão Quando regressei a Portugal em 2009, 12 anos depois de trabalhar em escolas no estrangeiro, fiquei estupefacto quando todos falavam e chamavam de inclusão a uma coisa que ainda hoje não sei o que pretendem insinuar com isso. Fui consultar o dicionário e não obtive grande ajuda. Inclusão é um conceito que não … Continuar a ler BALANÇO. parte 3
BALANÇO. parte 2
A INDISCIPLINA. Sim, a culpa é de quem governa. Mas, também é minha, também é nossa. De todos nós. Todos somos responsáveis. No entanto, não podemos confundir o patrão com o empregado ou o legislador com o alvo da legislação. Hoje, o controle da indisciplina na escola não funciona. E, se não funciona, é porque … Continuar a ler BALANÇO. parte 2
BALANÇO. parte 1. Encarregados de educação.
Senhores encarregados de educação: Querem que os vossos educandos frequentem uma escola onde, para além de aprenderem alguma coisa dos livros, também aprendam a ser cidadãos educados e responsáveis? Querem? Querem mesmo? Então, mexam-se e não fiquem de braços cruzados à espera que tudo caia do céu. Os professores já fazem demais e não nos … Continuar a ler BALANÇO. parte 1. Encarregados de educação.
Quem paga o quê?
Quando oiço certas pessoas a falar do trabalho, do seu trabalho no sector pivado, e me atiram à cara que são eles que pagam o meu salário com os seus impostos, tenho de ser franco e honesto: fico furioso. Às vezes apetece-me ser mal educado e perguntar, à queima roupa: - Então, ó seu estúpido, … Continuar a ler Quem paga o quê?
Singularidades
Tentar compreender algumas singularidades dos portugueses não é assunto fácil. Temos a sensação de que nunca houve tanto dinheiro público para gastar e, no entanto, as evidências são inegáveis. Maternidades fechadas por todo o lado e o Ministro vem à televisão dizer que nunca houve tantos nascimentos em Portugal. Urgências dos hospitais e especialidades fechadas … Continuar a ler Singularidades
Política tóxica, opiniões tóxicas, pessoas tóxicas.
Todas as sociedades vivem realidades naturalmente diferentes. Mas há valores que são comuns, qualquer que seja a sociedade ou o país. Desde 2007 que se enraizou a ideia tóxica em Portugal que os trabalhadores têm de ser avaliados e progredirem em função dessa avaliação. Os professores foram e são as maiores vitimas dessa intoxicação da … Continuar a ler Política tóxica, opiniões tóxicas, pessoas tóxicas.
