Relaxa…

(este texto foi escrito, inspirado num amigo que acabou de se reformar) Relaxa, professor, entretém-te. Relaxa.  Olha os alunos, que já vão entrando. Estás cansado? Já abriste a porta? Não abre? Está perra? Força professor, tu és forte, não desanimes, o diretor ajuda-te. Não gostas do diretor? Tu és ingrato. Tu és invejoso. Tu pertences a … Continuar a ler Relaxa…

Não quero

(nota: o texto baseia-se na observação de sentimentos comuns na minha classe profissional) Já não quero ser professor e já não sei porque sou professor. Senhor ministro, senhor presidente, senhor diretor: Já não quero ser professor e já não sei porque sou professor. Não minto. Não quero ser professor. As vossas escolas deixaram de ser escolas … Continuar a ler Não quero

Escolas campos

(Aviso: a leitura deste texto pode chocar pessoas mais sensíveis.) As políticas de educação em Portugal desenvolveram nas escolas uma organização semelhante à politica  concentracionária nazi. Em todas as escolas poderemos observar alguns métodos de organização e gestão muito coincidentes. Com as devidas distâncias, arrepia, só de pensar. Quatro tipo de campos, para quatro tipo … Continuar a ler Escolas campos

Sopas de cavalo cansado

A educação em Portugal tem um sabor intragável. Sopas de cavalo cansado. Há quem prefira chamar-lhe sopas de burro cansado e gosto mais desta designação. País pobre, ignorante e salazarento. Política comum de todos os governos, desde a fundação deste país, é o menosprezo pela educação.  Pobre, porque nunca desenvolveram políticas agressivas de combate à … Continuar a ler Sopas de cavalo cansado

E agora, o que é que eu faço?

Espero não escandalizar ninguém. Durante décadas, defendi e afirmei que, se tivesse filhos em idade escolar, os colocaria numa escola pública. Mudei de opinião. Não porque não defenda a escola pública. Eu defendo-a, com unhas e dentes. Não porque seja contra a escola privada. Trabalhei lá 9 anos e mantenho as melhores recordações. Não porque … Continuar a ler E agora, o que é que eu faço?

Os eleitos e os rejeitados. Os filhos e os enteados

Assisti a semana passada a parte de uma sessão de uma seita religiosa - da qual não revelo o nome - na Marinha Grande. Era um acontecimento especial para os seus membros, porque o principal orador era um destacado e muito importante dirigente daquele grupo, supostamente religioso. Menos de uma centena, entre mulheres, crianças e … Continuar a ler Os eleitos e os rejeitados. Os filhos e os enteados