Hoje, tive o gosto de falar, com o Diretor de um Agrupamento, sobre muitos assuntos que estão na ordem do dia e tanto perturbam a vida dos professores nas escolas. Claro, não vou transcrever aqui a conversa.
Durante este ano letivo tenho apelado aos Diretores para tomarem uma posição de força e demitirem-se. Que eu saiba, ninguém o fez. Os Conselhos Gerais, reféns de uma cumplicidade nada saudável com os Senhores Diretores, também não ajudaram, talvez no interesse de ambos. Finalmente, impôs-se uma questão inevitável. Que diabo de interesses pode motivar um professor a candidatar-se a Diretor? Disto não falámos. Dou voltas à cabeça e, talvez na minha ingenuidade, não vislumbro nada, nada. Será pelo dinheiro? Pelo prestígio? Prestígio não creio muito, porque à mesa a família não come prestígio. Dinheiro, também não me parece, porque recebem umas migalhas mais. Que será? Um trampolim para cargos mais bem remunerados que o de professor? Ainda não conheci ninguém que fosse para diretor ou gerente de empresas nacionais ou multinacionais, ou que chegasse a deputado ou a ministro. Que será? Eles, que até são traídos pelo ministro e pagam agora do seu bolso as despesas de tribunal porque obedeceram às ordens superiores e marcaram faltas injustificadas nos dias 2, 3 e 17 de março e agora o Tribunal da Relação considerou ilegais os desgraçados e desavergonhados Serviços Mínimos. Porque será? paixão pela educação? Não me parece, de modo nenhum, até porque o divórcio seria inevitável. Ninguém se pode apaixonar sozinho.
Porque será?
Um dia, ainda hei de encher-me de coragem e perguntar.

Fossem todos os professores como o Agostinho e a escola (atrevo-me a dizer também, o País e o Mundo) seria um lugar melhor. Parabéns. Ânimo!
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Há muito melhor do que eu.
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