a democracia na escola, ou a falta dela.

(parte 2)

Abandonaram e perseguem a ideia de escola. Escola, estabelecimento de ensino, escola, lugar onde se ensina. Preferiram agrupamentos. Mas a sede de destruição e perseguição era implacável e construíram mega agrupamentos. Insaciáveis, querem ainda construir comunidades municipais ou intermunicipais. A escola abandonou aquilo que de fundamental deve ensinar e transmitir aos seus alunos: a democracia. Transformou-se numa espécie de empresa fantasma onde raramente há espaço para um convívio saudável e motivador entre direção e professores. Não há tempo ou disposição para ouvir professores. O tempo é sempre escasso e é mais importante dar cumprimento às ordens do senhor ministro. As Direções deixaram de ser um órgão de apoio aos professores e transformaram-se em meros intermediários para despejar ordens e normativos. Os Conselhos Gerais seguiram o mesmo caminho, sempre de mãos dadas e sempre subservientes ao poder. Quantas vezes, todos, mais papistas que o papa. Conselhos Gerais que, de um modo geral, me envergonham como profissional de educação, professor, docente. Servem o poder e ostracizam os seus pares. Entronizam os diretores, quantas vezes à espera de favores. Aqueles favores contemplados na ADD. ADD, a vergonha de todos nós, a vergonha da nossa escola, a vergonha de um ministro da educação que maltrata assim os professores e com falinhas mansas, no town hall, é tão bom ser professor!!!

Uma opinião sobre “a democracia na escola, ou a falta dela.

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