Recebi um email de alguém que me acusa de ser muito mansinho naquilo que vou escrevendo. Não respondi, mas fiquei a pensar. Mansinho? Mas eu não estou a sacrificar-me nem para ser manso ou mansinho, nem para ser bravo ou bravinho. Mal ou bem, eu procuro e tento encontrar a verdade das coisas. E o que eu mais tenho encontrado nas escolas, nos últimos anos, um pouco por todo o pais, é um aglomerado de falsidades ou de falsas verdades. Tenho já um longo caminho percorrido na educação e fico realmente furioso quando me aparecem dons sebastiões ou pretensamente gente iluminada a tentar mostrar que tudo quanto fiz, ou fizemos até agora estava errado. Não fui, ou não sou, ou não fomos inovadoes. Inovação, é só Inovação, inovação e inclusão. Como se eu e muitos como eu tiessemos sido umas bestas que nunca soubessemos ensinar nem nunca tivessemos sabidoo o que significa ser professor.
Claro que fico furioso e não sou único. Mas isso também não me permite andar aqui para maltratar pessoas. Eu recuso maltratar pessoas tal como recuso faltar à verdade daquilo com que me defronto todos os dias na escola e com o que vou sabendo que se vai passsndo pelas escolas do pais. Já ninguém tem dúvidas que, com o pretexto das criancinhas felizes, com o pretexto do sucesso, das boas práticas, da inovação e da inclusão, se tem construído a escola do facilitismo. Os gráficos demonstram esta verdade. De súbito, todos os alunos em Portugal passaram a ter sucesso. Podem enganar a opinião pública, podem até enganar os alunos, ( o que já não é verdade) mas, seguramente, nao enganam os professores. Sou professor e não sou um “professorzeco” e não sou professor para enganar ou trair alunos. Haja coerência, e RESPEITO!

A verdade. Isso!
Obrigada.
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Manso é a tua tia, pá! – Foi o que disse o nosso Sócrates. 🤣🤣🤣🤣
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Muito bem dito! Quem sabe do ofício são os professores. Querem-nos fazer o ninho atrás da orelha, mas vão ter de contar com a nossa luta.
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