Escola, amo-te. Eu também não.

Quem é que ama quem ou quem é que mente mais? Quem é o mais lírico e romântico ou o mais realista e sincero? Pode não ser nenhum, mas deveria ser possível um acordo. Qualquer acordo pressupõe um desacordo prévio.  Quanto aos desacordos, estamos entendidos. Com os acordos as coisas não são bem assim. Professores, escolas, famílias e todo o país: podemos ser excessivamente realistas, mas seguramente mais sinceros. Porque os professores estão no terreno, estão na linha da frente e são eles que dão o corpo ao manifesto em tudo quanto se passa na escola. Os diretores, aqueles que por mais boas intenções que tenham, foram reduzidos a burocratas. Impossível terem tempo ou paciência para dedicar aos alunos e aos  professores  que era aquilo que deveriam poder fazer primeiro. Impossível, porque nem podem ser omnipresentes. Com gabinetes numa escola, não podem estar em mais 20 ao mesmo tempo. Não sei se gostam, mas não conheço nenhum diretor que se tenha manifestado contra este modelo de escolas agrupamentos e mega agrupamentos. Para pouparem uns tostões, uns miseráveis tostões, comparado com tanto esbanjamento duvidoso, os governos preferiram sacrificar a qalidade da escola pública e da educação em Portugal. Não tenham ilusões. Ninguém tenha ilusões, por mais que não queiram saber da escola para nada. Perde o país todo. Tudo tem o seu preço. País rico ou desenvolvido não se consegue com esta obstinação de escolas e professores low cost.

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