Não é só na Rússia que há mercenários. Temos muitos wagner do jornalismo em Portugal. Pessoas sem princípios, sem regras, sem ética e ignorantes, porque falam do que não sabem convencidos que sabem falar de tudo. São os wagner da educação, ou melhor dizendo, os wagner portugueses armados contra a educação pública.
Eu já escrevi 49 textos sobre estes assuntos. Este é o número 50. Não creio que alguma vez tenha faltado à verdade sobre a realidade atual da escola. Os wagner do jornalismo afirmam coisas como estas:
“Ja perdemos tempo demais com a questão dos professores”. “O Presidente da República não deveria ter vetado”. “O governo já cedeu bastante”.
Os professores podem esforçar-se por tentar entender estas blasfémias, mas nunca o irão conseguir. Os professores estão revoltados e vão continuar revoltados se não resolverem assuntos muito sérios, entre os quais a recuperação do tempo trabalhado. Mas há outros não menos sérios e, na minha opinião, ainda mais graves que os 6 anos e meio em dívida. Um deles é a malvada avaliação de desempenho. É puro veneno a correr nas veias da escola. Eu trocava os seis anos pela revogação da avaliação de desempenho em vigor. Sei que muitos colegas discordam mas, talvez devessem começar por aí para alcançarmos alguma paz nas relações entre todos nas escolas. Passam-se muitas coisas muito graves nas escolas e os seis anos é só mais uma.
O Senhor Presidente esteve muito bem e esperemos que não ceda com medo dos wagner.

A democratização do ensino, the qual se falou após o 25 de abril de 1974, deu origem, após sinistra Lurdes Rodrigues, a uma rápida fascização do sistema de ensino em Portugal.
GostarGostar
Em muitos domínios da educação sim, concordo, é verdade.
GostarGostar
Concordo. Como é possível que os nossos representantes não desmontem a cabala de mentiras que, usando a técnica da repetição massiva de comentadores catraios, se vai tornando norma e verdade absoluta? A avaliação é puro veneno que tem minado o funcionamento das escolas o ambiente entre professores e os distrai do importante. Como é possível que vigore a ideia de classe privilegiada considerando que 70% de 10 anos (na maioria das carreiras públicas) é igual a 70% de 4 anos? Como é possivel que ninguém fale do tempo de transição entre carreiras da Maria Rodrigues que coloca os docentes da Carreira pública 10 anos atrás dos que vêm do privado? Como é possível considerar que usar o próprio carro com os risco inerentes para fazer 3 ou mais escolas seja um privilégio para quem ganha 1000 euros? Como é possível não discutir a miséria de resultados internos e externos, as falsas medidas de recuperação e consolidação, a implementação de novos programas, digitalização em simultaneo, etc
Que fazem os nossos governantes a esta geração de alunos? Quem se responsabiliza? Vão lhes entregar uma consola de jogos? “Ai de Vós que lá do vosso império prometeis um mundo novo, calai-vos que pode o povo querer um mundo novo a sério”
GostarLiked by 1 person
Colega Fernando, impossível concordar mais consigo. É tal e qual o que eu também penso.
GostarGostar