Os que sucumbem e os que não se calam

Férias em cima da mesa. Sirvam-se, mas não se calem.

Ao longo deste ano letivo, que agora termina, e com a promessa que até as equipas diretivas podem descansar uma semana, o que eu não acredito, vi alguns colegas meus sucumbirem. E sucumbiram mesmo, embora com outros a ressuscitar. Sucumbiram sim, defraudados com a sombra da escola que se diz inclusiva, excluindo os professores dessa inclusão.  Os professores foram matéria gorda a derreter nas frigideiras do Estado que consegue alimentar tudo e todos quantos não sejam professores ou função pública. Alimentam desavergonhadamente as JMJ. Enchem gratuitamente as escolas de JMJs, à custa do dinheiro do contribuinte, e fazem reparações de última hora em escolas – mudam sanitas, que para as JMJs eram uma porcalhice, mas que para os professores parece que eram um luxo. Alimentam EDPs, e Bancos. Os Senhores dos Bancos, aqueles a quem matámos a fome nos tempos das crises financeiras que eles próprios provocaram e que agora se pavoneiam de charuto nos beiços. E alimentam muitos outros sectores, como o dos livreiros, por exemplo, que empestam e atafulham as escolas com manuais, como se houvesse alguma diferença entre eles. Empestam tanto, que alguns sucumbem. Eu conheço os sucumbidos, também à conta de uma escola antidemocrática onde só não sucumbem mais porque ainda há outros que não se calam e não se calarão.

Aos sucumbidos, presto a minha homenagem porque lutaram até onde puderam lutar. Homenagem e votos sinceros de rápida recuperação. A escola pública precisa de vós.

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