RIDÍCULO, SENHORES.

Não são os 14 cêntimos. Nem sequer aquele reles papelinho, pago e entregue na secretaria da escola. É o ridículo. 

Eu já sei que vou ouvir colegas e não colegas que eu isto e mais aquilo, devia calar-me, que mais faz, 14 cêntimos ou mais papel ou menos papel. Mas não é bem assim. Calamos a tudo e depois protestamos e queixamo-nos porque não nos deixam falar ou não nos querem ouvir. As coisas são como são e não vale a pena discutir factos. Eu sinto vergonha de pertencer a uma organização, que se diz de educação nacional, que pede a um professor meia dúzia de cêntimos para provar, através de um papeleco qualquer, também ele ridículo, que está de volta ao trabalho e já se encontra ao serviço. Se mais não houvesse, eu juraria que mais não precisariamos para demonstrar uma tão grande pequenez de pensamento crítico e ausência de respeito próprio.

Criticar é fácil? Discordo, porque se fosse assim tão fácil muitos mais e muitos outros criticariam muitos mais ridículos. No entanto, não me acusem de não apresentar alternativas ou possibilidades de fugir ao ridículo. Não bastaria uma ou mais folhas com o nome dos professores e rubricarem ou assinarem? De resto, isto já se faz em muitas situações durante o ano letivo. Por que razão tem de ser diferente em setembro? O dinheiro recebido, não é razão, porque o total cobrado também é ridículo. 

E ainda arrisco:

Pagar para começar a trabalhar? Um professor que já é professor há dezenas de anos?

Com tanta inovação e digitalização e com escolas tão modernas e com tantos progressos nas aprendizagens, ainda não se aprendeu a distinguir o ridículo?

5 opiniões sobre “RIDÍCULO, SENHORES.

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