Faltam professores?

Já cansa. Cansa ouvir que faltam professores, porque não faltam professores. Portugal terá até professores formados em excesso. Então porque é que dizem que faltam professores se não faltam professores?

Não faltam professores. O que há é professores que são professores, mas não querem ou não podem ser professores. Esta é a verdade ou haja quem tenha coragem de apresentar números e negar o que aqui afirmo. Não faltam professores em Portugal. Como não faltam médicos formados em Portugal. O que acontece é que os médicos portugueses preferem o estrangeiro onde vêem o seu trabalho respeitado através de salários mais dignos e melhores condições de trabalho. Os professores, não tendo as mesmas facilidades que os médicos, por razões óbvias, não concorrem, ou desistem de concorrer, ou reformam-se antes com duras e injustas penalizações ou, simplesmente, abandonam a profissão. E são pouquíssimos os que estudam para ser professores porque não são estúpidos. O ministro, com a lata do costume, disse que faltam professores porque as mulheres agora já podem ir para a indústria. Isto é um argumento de um louco, completamente louco e cretino. E ainda disse que os professores se formam em dois anos e deveriam formar-se professores no sul do país. O homem ficou louco, louco, só um louco a precisar de tratamento pode falar assim. Ninguém, no seu perfeito juizo, pode entender um ministro com este tipo de discurso. A educação em Portugal está nas mãos de gente assim.  Este ministro já não reúne as condições mínimas para o exercício do cargo.

Paguem o que devem aos professores, devolvam a democracia às escolas, revoguem as quotas na avaliação e depois digam-me se há ou não há professores. A prova é que sem isto, sempre houve professores em excesso. Todos os anos, por esta altura, lia-se na primeira página dos jornais: “15 mil professores sem vaga para colocação.”,

“7 mil professores, sem vaga para colocação.”,  “11 mil professores sem vaga para colocação.”

Querem o quê? Escravos nas escolas?

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