Hoje, numa aula de História, um aluno de 5° ano, pergunta-me com um ar muito sério, puro e preocupado, como é que se faziam filhos. Não foi a pergunta que me surpreendeu, mas o ar preocupado e puro estampado na sua face e nos seus olhos. Terminada a aula, saí a cismar, como dizia o meu avô.
Quando é que uma criança perde a beleza natural da pureza ingénua de um pensamento e de um olhar? Como é que uma criança passa de um estado de quase pura inocência a outro da mais completa ausência de princípios e valores? E pensei no homem adulto João Costa, Ministro da Educação de Portugal.
Este homem, raramente abre a boca para falar verdade. É um mentiroso. Mente, quando afirma que através da vinculação dinâmica está a aproximar os professores da sua área de residência. Não está. Só está a infernizar a vida de muitas famílias de professores. Mente, quando afirma que os professores não podem recuperar mais do seu tempo congelado que a restante função pública. A verdade, e que alguém me desminta, é que nos falta recuperar cerca de dois terços desse tempo trabalhado, quando a restante função pública tem esse tempo congelado praticamente recuperado. Mente, quando diz que está a negociar com os professores e não está. Repito. Não está e não esteve. Passou meses a simular e a manipular a opinião pública e os professores. Excedeu agora todos os limites inconcebíveis e toleráveis. Já não é só mentir, é muito mais do que isso. Muito mais. Reparem: um professor com 10, 20 ou 30 anos de serviço que agora tenha vinculado, vai precisar de passar um ou dois anos, depende dos casos, a demonstrar e provar que é professor. Sim, isso mesmo. É o que eles chamam o ano probatório. Serviu a educação nacional, trabalhou para o mesmo patrão, fez estágio profissional, trabalhou dezenas de anos nas escolas, mas, agora que vinculou, tem de provar que é professor. O absurdo e a estupidez ao serviço da educação nacional. Mas há mais e ainda pior. Esses professores agora vinculados, são cerca de 8 mil, vão ter um salário inferior àquele que auferiam quando eram contratados.
Não canso mais os meus leitores. Tirem as vossas conclusões.

Sim, quem sabe da Escola é o professor. De facto, não merecemos a educação que temos.
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Não, não merecemos. Todos merecemos mais e melhor. Porque é possível.
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Mas só com este ministro é que existe o período probatório? Ou o Agostinho mente e ficou calado quando os outros vincularam e também tiveram de o fazer?
Aldrabão o Agostinho. Aldrabão.
Porque é que não vem trabalhar para o privado para ver como é bom?
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De tão ridículo, nem o consigo levar a sério. Mas alguma vez disse que o probatório foi só com este ministro?
Fique sabendo que trabalhei numa escola totalmente privada de 1986 a 1996. Saí porque queria concorrer para o estrangeiro e o concurso estava vedado a professores do privado. Concorri ao público e entrei em qzp. Nunca me pediram probatório. E aldrabão é o senhor, ou ignorante. O probatório era exigido em início de carreira e não com 20 ou 30 anos de serviço já prestado, mesmo no privado como foi o meu caso. Concorri para o estrangeiro e la lecionei 13 anos enquanto o senhor Pereira por aqui ficou acomodado e a cristalizar das ideias.
Acrescento que fui muito feliz 10 anos no ensino privado e ainda muito mais no estrangeiro.
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