Afinal, o que queremos nós? O que ambicionamos?
Os 48 anos de fascismo deixaram-nos eternamente humildes, subservientes, obedientes, medrosos e sem ambição?
Tudo nos serve? Qualquer coisa é bom porque ainda podia ser pior? Em África não têm nada e também vivem? É isso? Também poderíamos dar aulas à sombra de um embondeiro? A mim já me disseram que até davam aulas à sombra de um chaparro.
Pois que façam tudo isso, mas sejam coerentes e não venham depois acusar os professores de estarem no século XIX com escolas do século XXI. É um bocadinho irritante.
Posso e consigo provar que temos professores do século XXI com escolas do século XIX, ou até antes. Não acreditam? Estão no vosso direito, mas visitem as escolas e tirem as conclusões depois.
Um calor infernal. Um frio infernal. Uma falta de arejamento das salas incompreensivel. Uma acústica pré românica ou pré grega. Conforto nulo e espaço exíguo. É assim a maioria das escolas portuguesas. E mesmo aquelas que foram subvenciondas não oferecem muito melhores condições. Têm ar concidionado que nunca ligam ou não funciona. Têm aquecimento que nunca ligam ou não funciona. Gastaram milhões para dizer que sim, que tinham, mas não têm porque não podem ter. Perguntem ao senhor Ministro da Educação.
Tenho a impressão que nos contentamos com pouco, com muito pouco e acreditamos que não é possível mais e melhor. Assim, será sempre como a lesma, enquanto a europa anda a passo de lebre. Não nos queixemos depois que estamos na cauda dessa europa. As nossas escolas oferecem condições de trabalho muito más. Muito más. Ou não se consegue trabalhar com muito frio ou com muito calor. Esta semana saí das salas de aula lavado em água. Brevemente irei tremelicar de frio. Eu e os alunos, pobres alunos, pobres crianças que não merecíeis isto. O problema é que não é só uma falta de dinheiro. Desgraçadamente, é mais uma falta de cultura e de ambição.

Não são só as infraestruturas. O número de alunos por turma também torna a escola do presente século, mera miragem… o número de alunos estrangeiros por turma, igualmente.
Nada se constrói no presente.
Tudo se desfaz. Que desânimo…
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Isso não faz parte dos planos de inovação do senhor ministro. O habitual.
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