Estamos todos ricos e sem dinheiro

Paulo Portas informou na TVI,  no habitual programa dominical, que “o partido do governo arrecadou, nos últimos dois anos, mais 13 mil milhões de euros do que o que estava previsto no orçamento”. 

De onde veio e para onde foi esse dinheiro todo? Não sobra nem um tostão para a Educação? Não sobra nada para pagar o que devem, e foi usurpado, aos professores? A Educação é uma coisa de menor importância, não é senhor António Costa? 

Esclareça os portugueses por que razão não pode pagar as dívidas aos professores. Eu já não aceito  faseado. Com tanto milhão de sobra no seu fabuloso orçamento, pode PAGAR JÁ! 

Entretanto, o Ministro Medina das finanças tranquilizou os portugueses, promentendo-lhes que “há um dia de amanhã”. Pois que haja, mas não o devemos a ele. Se dependesse dele e do seu partido, o amanhã seria NUNCA! 

Foi desse excedente que gastaram quase mil milhões em computadores – embora as escolas continuem sem eles- para os alunos? Onde estão os computadores, senhor Antonio Costa? Foi a Europa que os pagou e, como não lhe custou a ganhar, atiram-se mil milhões de computadores para não sei onde?  

Não acreditam? Vão ver às salas de aula. Entrem nas escolas e aproveitem para subir também aos sótãos e deslumbrem-se com tantas centenas de computadores encaixotados e fora de prazo, sem licenças de utilização no software e na Internet. E foi tudo pago. Tudinho. Pagos, sem serem usados, sem nunca terem sido usados. 

Há um dia de amanhã, senhor Medina? Que dia é esse que o senhor consegue vislumbrar, sentado no altar do seu Olimpo de ficção? Já conheci orçamentos parecidos ao seu que duraram 48 anos. Um país com os cofres cheios e o povo a relvar, como dizia o meu pai.

5 opiniões sobre “Estamos todos ricos e sem dinheiro

  1. Acabei de reler e rever o video da tua entrevista. Sobre esta já tinha deixado os parabéns no blog do Guinote. Estiveste francamente muito bem e focaste aspetos da nossa luta que são fundamentais. O texto do Público também já tinha lido e não foi por acaso que disse antes que admiro o teu trabalho. Eu não sou de elogios fáceis e baratos e tu já percebeste. Um texto de excelente qualidade e uma grande entrevista que merecia ser repetida muitas vezez. Obrigado Paulo e um grande abraço.

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