Logo pela manhã fui surpreendido com esta declaração de uma mãe, hoje, no dia da mãe. Uma mãe há pouco mais de um ano.
“Queremos é condições no trabalho para desempenharmos o papel de mães e permitirem-nos criar os filhos que este Mundo precisa. Sem acharem que continuamos com a mesma disponibilidade para estarmos 200% focadas no trabalho, a produzir lucros para outros usufruirem!!!”
Lembram-me os cravos de abril. As mães, as nossas mães, as mães portuguesas são os nossos cravos de abril.
O belo, a beleza da vida em liberdade, exibidos religiosamente uma vez por ano. Pessoas importantes colam-nos ao peito e mostram-se elegantemente trajadas como deuses descidos à terra. Os heróis e pregadores da liberdade.
Os mesmos que erguem os altares onde as mães, as nossas mães, derramam o seu sangue e suor para alimentar o lucro daqueles que já se esqueceram que também tiveram mães.
Mães que entregam os seus filhos às escolas, depositados como mercadoria ambulante onde irão aprender a ser transacionados a preço de saldo.
Mães que entregam os seus filhos aos outros porque a sua força de trabalho pesa mais que o amor que os filhos merecem.
Mães que entregam os seus filhos aos outros porque na empresa têm de cumprir horários e os seus filhos são o estorvo da podutividade.
Mães que derramam o seu leite materno nos cálices dourados das multinacionais onde os seus filhos nunca poderão beber.
Dedico estas palavras a todas as mães jovens que lutam no seu dia a dia entre os filhos, a casa e o trabalho para sustentarem um país que não as respeita e que as explora com mão de obra barata.
A todas as mães plantadas no cano da espingarda da vida, carne para canhão e belas uma vez por ano.

Lindo! Feliz dia da mãe esteja onde estiver…
GostarGostar
Obrigado e se é mãe, parabéns.
GostarGostar