O problema da educação em Portugal sempre foi um problema e a escola moderna e inovadora no nosso país lembra-me os monges copistas dos tempos medievais. Copiavam e obedeciam ao que estava escrito, faziam umas iluminuras com letras muito bonitas, que só serviam o clero, e limitavam-se a reproduzir o que lhe ordenavam que reproduzissem. O povo continuava analfabeto e ignorante.
Hoje, temos uma escola de monges, com uma gestão de monges e com muitos professores monges. Com pequenas alterações arquitetónicas e a escola seria uma imensa ordem monástica onde cada um ocuparia a sua cela, muito semelhante ao dia a dia nos conventos e nos mosteiros medievais.
As ordens emitidas pelos ministros de qualquer governo chegam às escolas e são reproduzidas mais fielmente do que os textos bíblicos e as escrituras sagradas, que poucos entendem, mas cumprem só porque são ordens. Umas dessas últimas ordens ordena a realização de provas de aferição.
Verdadeiramente, ninguém sabe para que servem, mas os conventos e os mosteiros recebem a ordem e reproduzem-na numa azáfama de meter inveja a muito monge copista. Uma mistura de um mundo real com um mundo de ficção.
A verdade é que assistimos a um enorme desperdício de tempo e de recursos humanos e financeiros sem qualquer benefício, prático ou teórico, para as escolas, para os professores ou muito menos para os alunos. Pelo contrário, todos ficamos a perder, exceto nas aparências.
Não será por acaso que se fala tanto das escolas e dos professores com espírito de missão.


Sem dúvida.
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Meti o blogue na ista e partilhei este post. Força aí. Forte abraço.
https://correntes.blogs.sapo.pt/da-blogosfera-euapenas-4215880
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Viva. É o texto mais pequeno que escrevi neste formato, mas é o que tem mais caracteres. Inspirei-me em Kafka. https://www.publico.pt/2024/06/05/opiniao/opiniao/ha-solucao-moderna-tempo-servico-professores-2093065 Abraço. É o tal texto.
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Estava à espera da subscrição no CORRENTES para poder comentar o teu último texto no PÚBLICO. Finalmente acho que consegui.
Uma grande inspiração e uma grande homengem ao Kafka, 100 anos.
Tenho de te dizer que foste genial. Muito nível !!!! Eu sei o trabalho que é necessário para escrever assim um texto. Gostava que o Ministro ou o Cristo o lessem. Aquilo faz pensar, Paulo.
( Adorei o texto na totalidade, mas achei sublime aquele “seus” sindicato. Foste honesto e inteligente, das coisas que mais aprecio num homem)
Os professores têm de estar gratos pelo teu trabalho. Por mim e pela Marinha Grande, um sincero obrigado.
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Muito obrigado, Agostinho. Também gosto muito de ler o que escreves. Para comentar no Correntes não há burocracia. Vê isso bem. Aquele abraço e força aí.
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