Não. Nenhum aluno pode acreditar que as notas dos exames que realizou e que vão ser afixadas em pautas na sua escola, no próximo dia 17, são a classificação correta, verdadeira e justa. Ando na escola desde os 6 anos. Toda uma vida dedicada à escola. Nunca me passou pela cabeça escrever uma afirmação tão grave.
Alunos e encarregados de educação, levantem a cabeça e protestem. Reclamem. As classificações que vão ver afixadas podem não corresponder ao estudo e ao esforço que dedicaram à realização dos exames. Podem olhar para uma nota que não é a vossa. O que está em causa é muito sério: o acesso ao ensino superior, onde cada décima conta e pode definir todo um futuro profissional.
Primeiro erro deste ministro e deste Governo: digitalizar aquilo que o aluno escreveu em papel. O que se passou e está a passar é muito simples. Imaginem os professores terem de digitalizar os testes que os seus alunos fazem durante o ano letivo. A pergunta óbvia seria: digitalizar para quê, se têm as folhas do teste do aluno e podem corrigi-las no próprio papel onde ele escreveu? Quais as vantagens da digitalização? Nenhumas. Pelo contrário. Digitalizar 300 mil exames, milhões de folhas, em nome de quê? Da inovação? Mas qual inovação? O ministro não explicou, e ninguém consegue perceber onde está essa inovação. É a vulgarização da mentira.
Os erros decorrentes dessa digitalização foram de toda a ordem: folhas trocadas, respostas incompletas porque não apareceu a folha de continuação, respostas que não chegaram aos professores ou que foram chegando a conta-gotas, respostas que ainda não chegaram um dia antes do fim do prazo para as classificações, exames de Português com respostas do exame de Matemática… Uma listagem que não tem fim.
Às 23h00 do dia 13 de julho, a menos de um dia do fim do prazo para as classificações, há respostas dadas pelos alunos que ainda não chegaram aos classificadores. Alguns professores continuam a receber a mensagem: “De momento, esta página não está a funcionar.” Ainda acreditam que, no dia 14, terminam as classificações das provas e que, no dia 17, as notas são afixadas?
O senhor ministro tinha a obrigação de mostrar um pouco mais de respeito pelo trabalho dos professores e dos alunos nas escolas. Não andamos 12 anos a trabalhar para nos confrontarmos com uma tragédia desta natureza, sobretudo quando tudo poderia decorrer de forma pacífica, como sempre aconteceu antes desta peste da pseudo-inovação digital.
Pais, encarregados de educação e alunos: reclamem qualquer classificação destes exames que vos queiram impor. A probabilidade de corresponder ao resultado correto e justo é muito baixa, para não dizer nula.


Como ê possíl que não haja uma vetdadeira indignação de toda a população estudantil e encarregados de educação? Não entenfo
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E és só tu que não entende? Tenho esperança que abram os olhos nestes dias próximos.
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A população estudantil de um tempo não tão distante, a esta hora já teria feito o que devia ser feito: enviar o ministro borda- merda fora.
Mas como agora o que temos maioritariamente são meninos-bem, sem o mínimo daquela irreverência que lhes competia, filhos de papás resignados e felizes da vida, dá nisto, para gáudio dos políticos mandantes, que adoram súbditos amorfos.
nNada a reclamar, portanto e siga a festa!
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